terça-feira, 27 de julho de 2010

Tema: O Livro de Atos (parte 5) - A mudança de endereço de Deus

Mensagem do dia 25 julho 2010
Pr. Marcos Coelho Ramos







Texto: Atos 2:1-21


1. O início do cumprimento da promessa de Deus
2. O propósito de Deus
3. Um reducionismo do derramamento do Espírito Santo
4. Pentecostes e Babel
5. O que esperamos e aguardamos com Cristo em nós na pessoa do Espírito Santo?


Introdução
   O livro de Atos narra o dia da mudança de endereço de Deus. Quando perguntavam ao povo de Deus onde estava o Seu Deus, a resposta que davam era: está no céu – Salmos 115:3-4
   Mas Deus mudou de endereço: Ele se deslocou do céu e veio morar na terra, mas precisamente nos corações do que se abrem para receberem a Jesus Cristo como único Senhor.
   Hoje, quando pergunta para nós: “Onde está o Seu Deus?” Podemos responder: “aqui, entre nós e em nós”.
   Atos capítulo 2 narra o dia da mudança do endereço de Deus, pois até este capítulo, Ele visitava e repousava sobre algumas pessoas de acordo com o Antigo Testamento.
] Por isso Davi orou: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu espírito” – Salmos 51:11
   Ele já havia visto isso acontecer com Saul, que foi visitado pelo Espírito, mas perdeu esse privilégio e Deus voltou para o céu.
   Assim que o Antigo Testamento nos mostra o movimento de Deus. Mas enquanto agia assim, o Senhor Deus promete que chegaria o dia em que Ele se derramaria sobre a terra definitivamente.

1. O início do cumprimento da promessa de Deus
   Deus começa a cumprir a promessa, e habita plenamente em Jesus de Nazaré, que é chamado de Emanuel, ou seja: Deus conosco, tabernaculando, fazendo Sua tendo entre nós – João 1:14
   Mas, quando Jesus voltou para o céu, Deus foi embora com Ele? Jesus então esclarece aos discípulos dizendo que não e que a mudança definitiva de Deus está mais eminente e próxima do que nunca – João 14:15-26
Diz que está indo para o Pai, mas que vai derramar o Seu Espírito sobre eles, e o Espírito será a Presença Dele e do Pai neles – João 14:1-3
1.1 – A casa do Pai é a Igreja
   Jesus está falando com Judeus que entendiam Casa de Deus como o Tempo e não o céu. Principalmente, depois de Jesus expulsar os vendilhões do tempo dizendo que a Casa de Meu Pai deveria ser casa de oração e não lugar de ladrões – Mateus 21:13
   Também ouviram Jesus dizendo: “Derrubem este templo de Jerusalém e Eu construirei outro”. Mas perguntam: “Como assim Jesus, se este templo foi construído em 46 anos e o Senhor diz que construirá outro em 3 dias?” – João 2:19-21
Ø Quando Jesus diz a Casa de meu Pai se refere a templo, mas não mais feito por mãos de homens, como diz Estevão em Atos 7, mas um templo de pedras vivas, como diz o Apóstolo Pedro – 1 Pedro 2:5
   A morada de Deus é a Igreja, o Corpo Vivo de Cristo – João 14:15-16.
   E é para sempre – João 14:17; 20; 23
   Jesus deixa claro: O derramamento do Espírito Santo traz a habitação de Deus definitivamente para dentro dos seres humanos, da IGREJA, como nos afirma Paulo – 1 Coríntios 12:12-13

2. O propósito de Deus
   Deus sempre desejou viver entre os seres humanos e não ser um Deus lá no céu.
2.1 – Vemos isso quando chama Abrão – Gênesis 12:1-3
   Em Abrão, seriam abençoadas todas as famílias da terra.
   Paulo confirma esse desejo de Deus em Gálatas 3:13-14  
2.2 – Os profetas confirmam esse desejo ou propósito de Deus – Jeremias 24:7; Ezequiel 11:19; 36:26
   Temos um Deus que sempre desejou habitar entre nós e fomos criados para nos relacionar com Ele – João 17:21-23
2.3 – Esse o grande mistério de Colossenses 1:24
2.4 – O fim dos tempos também mostra esse desejo de Deus – Apocalipse 21:1-4
   Apenas 4 versos, mas cheios de metáforas para comunicar que Deus quer estar entre nós.
] O problemas é que nos perdemos nesses dois milênios em tantas coisas, que deixamos de perceber e experimentar esse grande mistério: Deus mudou de endereço!
   Jesus está vivo e entre nós; e mais: em nós!
Uma pergunta: Ele já habita em você?

3. Um reducionismo do derramamento do Espírito Santo
   A Palavra de Deus diz que o Espírito Santo foi derramado sobre toda carne e por isso, é perda de tempo discutir quem já foi batizado e falou em “língua estranha” como evidência. Isso é reducionismo do batismo com o Espírito Santo.
Se já nasceu de novo, é batizado com o Espírito Santo.
  O que precisa buscar é o enchimento, a plenitude Dele em nossas vidas, dando o controle total de nossas vidas a Ele.

4. Pentecostes e Babel
   Pentecostes é o oposto de Babel
4.1 – Babel – Genesis 11: Construir uma torre para tocar o céu e assim, desafiar a Deus. Deus frustra esse propósito confundindo as línguas, e dificultando a comunicação entre as pessoas, assim dividindo e fracionando os seres humanos.
4.2 – Pentecostes: Deus visita os seres humanos que esperam o derramar do Seu Espírito e traz uma mesma língua, idioma, e assim, todos se entendem e se unem em Cristo.
   A chamada de Abrão acontece logo após Babel e a intenção de Deus era fazer a bênção de Abrão chegar até nós. E qual era essa bênção prometida a Abrão?
Ø O derramar do Espírito Santo.
   Isso se cumpre historicamente em Atos 2, quando Pedro explica que o que está acontecendo é o cumprimento do que está prometido em Joel 2:28-32

5. O que esperamos e aguardamos com Cristo em nós na pessoa do Espírito Santo?
] Romanos 8:18-23
   DEUS MUDOU DE ENDEREÇO
   Essa mensagem anunciada em Atos, gera perguntas e respostas:
5.1 – Primeira pergunta: Atos 2:6; 8 – Eles não são galileus? Como os ouvimos falar em nossa própria língua?
   Estes são os que querem saber como funciona: Deus em mim e fora de mim ao mesmo tempo? Que lugar Ele ocupa dentro de mim?
   A Bíblia diz somente que Deus está em nós, e isso basta.
   A Bíblia diz que o Espírito Santo foi derramado, e isso basta.
   A Bíblia diz que se alguém permite, Ele faz morada nele, e isso basta.
5.2 – Segunda pergunta: Atos 2:12 – Que Deus é esse? O que significa isso? Nenhum Deus se compara ao Deus revelado por Jesus Cristo.
   Estes são os que querem saber a mecânica e querem interpretar o conteúdo.
   A Bíblia diz que Deus é Espírito, e isso basta, pois querer entendê-LO pela razão não é possível. Devemos procurar entendê-LO através da revelação de Jesus Cristo e temos de clamar para que Ele derrame Seu Espírito sobre nós.
5.3 – Terceira pergunta: Atos 2:13 – Beberam demais e isso não passa de delírios e fantasia. Estão fora do juízo
   Esses são os que não conseguem explicar nem como funciona nem o que significa, então negam ou dizem ser loucura.
   Então Pedro se levanta e explica o que está acontecendo, mas não explica nem como funciona e nem o que significa. Tudo que ele diz é que o Espírito Santo está sendo derramado, e que a partir disso, acontecerão coisas que não é possível explicar a menos que se abra para essa possibilidade:
] DEUS ESTÁ ENTRE NÓS ATRAVÉS DO SEU ESPÍRITO QUE FOI DERAMADO.

Conclusão
   Outra vez a pergunta: O Espírito Santo já mora em você?
   Como?
   Através do nascimento. Como? João 3:1-7
   Vamos orar e pedir ao Espírito Santo que entre nas vidas daqueles que ainda não tiveram essa experiência, e assim, possam se tornar o mais novo endereço de Deus na terra. Amém!

Marcha pra Jesus em Joinville (03/07/10)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tema: Caminhando para o futuro


Mensagem do dia 18 julho 2010
Pr. Marcos Coelho Ramos

Texto: Filipenses 3:12-14


Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:12-14

Introdução
   No dia em que comemoramos os 64 anos de organização da Primeira Igreja Batista de Joinville (a data do aniversário é 16 de julho), não é possível ficar sem pensar um pouco no passado, lembrando de como tudo começou, de como homens e mulheres, guiados pelo Espírito Santo de Deus, iniciaram esta igreja.

1. Um Pouco do passado da PIB
   Queremos relembrar um pouco da história de nossa igreja, pois mesmo que estejamos repetindo, muitos não conhecem nem sabem do lastro que temos, pois não somos uma igreja que “caiu de pára-quedas” em Joinville sem nada a nos respaldar.
   Nossa história tem seu início em 1899, quando alguns imigrantes russos chegaram a Rio Branco, cidadezinha perto de Joinville, ou mais perto ainda de Maçaranduba. Aqueles irmãos fundaram ali uma Igreja Batista, que muito cresceu, mas depois de muitas dificuldades, e por necessidade de procurarem uma cidade maior para viverem, muitos daqueles irmãos mudaram-se para nossa cidade a partir de 1938. A Igreja que já tinha saído de Rio Branco para Guaramirim, viu-se obrigada a mudar-se para Joinville.
] Passou a denominar-se, a partir de 16 de julho de 1946, Igreja Batista de Rio Branco com sede em Joinville.
] Em 21 de novembro de 1954, a Igreja aprovou seu novo estatuto e adotou o nome de Primeira Igreja Batista de Joinville.
   No início, o crescimento foi lento, com a Igreja permanecendo em um pequeno templo, atualmente nos fundos do templo atual e sendo reformado, inaugurado em 1966 e serviu de local de reunião da Igreja até dezembro de 1992, quando foi inaugurado o novo edifício de reunião da Igreja. Em 1997, iniciamos a transição para uma Igreja em Células. Estamos ainda no processo, e depois de muitas lutas, fracassos e algumas vitórias, estamos confiantes que o Espírito do Senhor está cada vez mais, nos impulsionando na direção que a liderança da Igreja havia tomado de fazer a transição. Não queremos parar, estagnar, e por isso, envidaremos todos os esforços para que toda a Igreja, sem exceção de um membro sequer, esteja totalmente comprometida e envolvida no processo de transição para Células. Isto porque cremos que esta é uma estratégia do Senhor para a Igreja dos últimos tempos, porque Ele tem ainda muitas pessoas que precisam ser alcançadas para o Seu Reino.
   Temos muito ainda por fazer, pois recebemos um legado de dedicação e firmeza dos nossos antepassados que fundaram esta igreja e sonharam com ela no futuro, que hoje, somos nós.

2. A palavras do Apóstolo Paulo em Filipenses 3:12-14
   Alguém pode pensar que o Apóstolo esteja jogando fora todo o seu passado, pois no começo do capítulo 3, ele afirma: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo... Filipenses 3:7-8
   Quando Paulo diz que considera “esterco” o que tinha no passado, ele está afirmando que foram as coisas que ele conquistara no passado, que adubaram e proporcionaram a condições ideais para ele prosseguir para frente, para o futuro.
] Ninguém pode viver do passado, mas também ninguém consegue viver sem o passado.
   O que não podemos, é ficar apegados, estagnados com as conquistas e as bênçãos do passado, mas há mais a ser conquistado; há mais a ser atingido no futuro.
   Paulo não renega seu passado, e nós, como PIB de Joinville, também não podemos deixar que o nosso passado seja apagado; que nossa cultura espiritual tanto prezada pelos que estabeleceram esta igreja aqui, seja menosprezada e vista com algo menor e de pouco valor. Queremos e devemos nos lembrar dos que por aqui passaram e deixaram este legado para nós, lembrando principalmente, das irmãs:
©    Cecília Brenneisem e Matilde Emilia Hoff
   Duas dos membros fundadores, que desde o início da organização da PIB, estão conosco nos fazendo lembrar de tudo que foi feito em prol do evangelho através da PIB nestes 64 anos.
   Louvado seja Deus pelo nosso passado, que além de não nos envergonhar, enche-nos de um orgulho santo, que nos faz humilhar diante do Nosso único Senhor Jesus Cristo, pois não fora Ele, e não teríamos do que nos orgulhar do passado.
   Mas, como passado é passado, e o presente já vai virando passado, temos que olhar para o futuro, como nos adverte o Apóstolo Paulo: “...esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo...”

3. Caminhando para o futuro
   Este tema nos lembra de um filme famoso: “De volta para o futuro”, mas o que queremos, é chamar nossa atenção como PIB de Joinville, pois, apesar de sabermos que a volta do Senhor Jesus está próxima, não podemos estagnar, parar, ficar parados aguardando a volta do Senhor simplesmente sem fazer nada.
   Temos aprendido no estudo do livro de Atos, o que realmente é igreja: são as pessoas que a compõe e não prédios, estatuto ou forma de culto. Isso nos faz levantar os nossos olhos, e como Jesus nos alertou, olhar para os campos, pois os eles já estão preparados para a ceifa(João 4:35), ou seja, há muitas pessoas que estão aguardando algum discípulo comprometido de Jesus para fazer delas verdadeiros e frutíferos discípulos de Jesus Cristo, colocando em prática o que Ele mesmo nos mandou fazer como a nosso grande comissão – Mateus 28:18-20
   Para continuar nossa caminhada rumo ao futuro, não podemos jamais, abandonar nossa convicção doutrinária e nossa convicção de missão como igreja de Jesus na terra. Temos visto muita coisa sendo feita em nome de Jesus, mas, mesmo com custo de não agradar muita gente, devemos permanecer fiel no presente, para que no futuro, as novas gerações que saírem de nós, estejam firmes na Palavra de Deus, sem abrir mão Dela jamais; sem sair Dela nem para a esquerda nem para a direita, pois Jesus quando falou dos custos das pessoas seguirem-NO, muito O abandonam, pois queriam somente milagres Dele – João 6:61-69
Sabemos que não é fácil ficar firmes diante de tanta propaganda de um evangelho utilitarista e sem compromisso.
Sabemos das dificuldades que nos aguardam e aos nossos sucessores, exatamente devido a esse utilitarismo cristão existente em nossos dias.
Sabemos ainda que viver o evangelho de Jesus pura e simplesmente, fica cada vez mais difícil e em alguns casos, até mesmo desanimador. Mas devemos olhar para essas dificuldades como desafios a serem vencidos, sabendo que em Cristo, somos mais que vencedores – Romanos 8:37
   Mas sabemos de algo mais: Não podemos desistir jamais. Devemos continuar a senda que nossos queridos irmãos do passado nos legaram, e prosseguir, caminhando para o futuro.

4. Algumas perguntas importantes
1. O que queremos do futuro como indivíduos e como Igreja?
2. O que estamos fazendo no presente para que haja um futuro promissor para nossas vidas e igreja?
3. Qual o valor ou quanto estamos dispostos a pagar para que realmente sejamos relevantes no futuro?
4.  No que depender do que cada um de nós estamos fazendo no presente, teremos um futuro que realmente deixará o coração do nosso senhor alegre no futuro? (esta é um pergunta individual, que somente você e eu podemos responder).

Conclusão
   Somos a geração que está preparando o futuro. Muito do futuro da nossa Igreja, já está conosco, em nossas crianças.
   O que temos feito por elas?
   As nossas decisões e atitudes do presente, é que asfaltarão a estrada dos nossos sucessores no futuro.
   Vamos então nos envolver e no que depender de cada um de nós, fazer da PIB uma igreja do presente, que valoriza o seu passado, mas que caminha para o futuro?
   Que para tanto, o Senhor nos fortaleça e abençoe.

   PARABÉNS A TODOS OS QUERIDOS QUE FAZEM PARTE DESTA AGÊNCIA DO REINO DE DEUS NA TERRA, PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE JOINVILLE.
   AO SENHOR JESUS, TODO LOUVOR, HONRA E GLÓRIA PELOS 64 ANOS DE VIDA DA PIB DE JOINVILLE.  

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tema: Vivendo a vida sem desperdiçá-la (parte 1)



Mensagem do dia 05 junho 2010
Pr. Marcos Coelho Ramos

Texto: 1 Coríntios 6:19-20

Introdução
- Vamos pregar três mensagens de fundamentação e a última sobre questões práticas
- Esse um tema atual e preocupante.
Ø  Qual a essência de uma vida não desperdiçada?
- Nossa vida é breve e única, por isso, devemos vivê-la de uma maneira que vale a pena, sem desperdiçá-la.
·         Como viver este estilo de vida em 2010?
- Para pensarmos em viver uma vida não desperdiçada, temos que responder a seguinte questão: existe mesmo uma Realidade Suprema por trás de tudo o que há?
Ø  Ler o texto de 1 Coríntios 6:19-20

I – Porque devemos viver a vida sem desperdiçá-la?
- Observando como temos vivido principalmente muitos cristãos, uma preocupação toma conta:
Ø  Passam toda sua vida sem ter paixão pelo Senhor;
Ø  Pensam que para ser salvo, basta apenas crer;
Ø  Esquecem que é essencial à fé cristã que o Senhor não seja apenas salvador, mas o nosso Tesouro maior.
- Chamar Jesus de Senhor não garante nossa salvação – Mateus 7:21-23
- Crer em Jesus até os demônios crêem – Tiago 2:19
- Jesus espera dos seus discípulos muito mais do que crer em Seu Nome, pois Ele deseja que o amemos acima de tudo e de todos, com toda nossa emoção e força – Marcos 12:28-30
- O Senhor quer ser amado por nós – João 3:16-19
- A condenação é amar mais as trevas que a luz, ou amar mais as outras coisas que o Senhor.
- Fé em Cristo que não nos leva a deixar as trevas para amar a luz, é crença sem efeito.
- O Evangelho é mais que uma mera crença, mas é estar apaixonado pelo Senhor de nossas vidas.
- Infelizmente, muitos cristãos que insistem em viver a vida do seu jeito, sem esse amor de paixão pelo Senhor:
Ø  Gastam suas vidas com diversões triviais, vivendo somente em busca do seu conforto próprio e do prazer.
Ø  Buscando ainda justificar e até teologizar seus pecados.
- Não podemos desperdiçar nossa vida!
- Hoje e nos próximos domingos, vamos trabalhar no sentido de sermos incentivados a viver uma vida que glorifique ao Senhor e que a Glória Dele se manifeste ao mundo através de nós.
- Vamos buscar incentivo para que cheguemos à velhice com a sensação de não ter desperdiçado a vida, como foi o caso do Rei Salomão – Eclesiastes 2:1-11
- Queremos chegar à conclusão do Apóstolo Paulo, que o nosso viver é Cristo e que nosso morrer é lucro – Filipenses 1:21
- Como nosso viver se torna viver para Cristo? Quando vivemos priorizando edificar uns aos outros – Filipenses 1:25
- Somos o sal deste mundo, mas se perdemos o sabor, perdemos o valor e não servimos para mais nada.
- Vida Cristã é coisa séria e não devemos brincar com ela, desperdiçando-a.
Ø  Se alguém quiser aprofundar sobre este assunto, deve ler “Não jogue sua vida fora” de John Piper da Editora Cultura Cristã.

II – O ar que respiramos ou o “modus operandis” do mundo
- O que nos induz a desperdiçar a vida?
- Os anos sessenta deram início a uma filosofia de vida que até hoje, 50 anos depois, é o ar que respiramos e que permeia as nossas mentes e influencia a nossa maneira de viver!
- Os professores dos nossos filhos impregnados dessa filosofia, que tem o termo técnico de existencialismo.
Ø  O que é existencialismo? “A existência precede a essência”.
·         Primeiro eu existo, depois eu crio a minha essência;
·         Primeiro eu faço a minha existência ter valor, depois eu vou escolher livremente que essência minha vida terá;
·         Primeiro eu vivo, depois eu busco valores para comporem minha maneira de pensar e agir.
   Dessa forma, não há Deus, sentido, propósitos, ou valores fora de mim; não há essência em lugar algum, até que eu a crie.
- Não existe verdade a não ser a que eu construo.
Ø  Exemplo prático: “O que você diz não me interessa. O que importa é o que eu sinto”.
- O existencialista não vive por um padrão absoluto, mas o padrão que ele constrói de acordo com o que ele sente e acha melhor.

- Em dezembro de 1965, Os Beatles lançaram um álbum e cantaram em alto e bom som o seu existencialismo com força irresistível para a geração de alguns aqui. O nome do álbum? Rubber Soul (Alma de Borracha)! Isso ficou claro na música de John Lennon: Nowehere man:

   He´s a real nowhere man, sitting in his nowhere land,
   Making all his nowhere plans for nobody.
   Doesn´t have a point of view, knows not where he´s going to,
   Isn´t he a bit like you and me?

   Ele é um verdadeiro homem de lugar nenhum. Sentado em sua terra de lugar nenhum.
   Fazendo todos os seus planos de lugar nenhum, pra ninguém.
   Não tem um ponto de vista, não sabe aonde vai. Ele não é um bocado como eu e você?

- Existencialismo puro pregado nessa música.
Ø  Não sei de onde vim, nem para onde vou. Não há quem rege minha vida, pois eu faço acontecer.

- Como faziam acontecer? Acatando a proposta da época de “viver uma existência corajosa” que na realidade era: deixe de crer em Deus, na igreja, na família e viva. Faça sentido vivendo e curtindo a vida se sentido da melhor maneira possível.
  
Ø  Mas Deus graciosamente colocava marcos de advertência pelo caminho, e no segundo semestre de 1965, Francis Schaeffer fez uma semana de conferências no Wheaton College, que em 1968 tornaram-se o livro The God Who is There, “O Deus que está lá”, traduzido para o português como: O Deus que intervém. Livro da Editora Cultura Cristã.
- O objetivo de Schaeffer era alcançar os jovens que estavam embarcando nessa filosofia da existência sem essência, sem valores morais, éticos ou espirituais.
Ø  Sua mensagem baseada na Palavra de Deus era:
·       Deus está lá! Não aqui dentro, definido e formado pelos meus próprios desejos.
·       Deus está lá! Objetivo. Realidade Absoluta. Com padrões a serem seguidos.
·       Mensagem oposta ao existencialismo que prega não existe nada lá fora, somente aqui dentro, pois eu faço minha essência.

- Em 22 de outubro de 1965, a Revista Time publicou uma matéria que revela haver “cristãos ateístas”, como o metodista Thomas J. J. Altizer, afirmando que Deus está morto.
- Não era notícia nova! Ele havia bebido na fonte de Friedrich Nietzsche, teólogo alemão de família luterana, tinha dado a notícia do falecimento de Deus cem anos antes de Altizer: “Onde está Deus? (...) Eu lhe conto. Nós o matamos – você e eu. Todos nós somos os assassinos Dele (...) Deus está morto. Deus permanece morto e não intervém!”.
- Como morreu Nietzsche? Em desespero com medo de morrer e sofreu 11 anos em estado semicatatônico.
- Quem não reconhece Deus como Soberano e Realidade Suprema, que está vivo e intervém, cai em um de dois extremos:
1.     Desespero: Deus morreu. Não há esperança!
2.     Desperdício: Materialismo sem sentido! 
- Não há como a vida ter sentido sem Deus.
Ø  Ao lermos Eclesiastes, Salomão chega a esta conclusão: “tudo é vaidade e como correr atrás de vento”.
Ø  Somente Deus pode dar sentido e significado à nossa existência. Nossa existência não precede à essência. A essência já existia antes de nós: “No princípio era a essência”
1.     Viver sem Deus gera desespero: o que será de mim ou de quem eu amo após a morte?
2.     Viver sem Deus gera desperdício: viver o hoje e agora em diversões e trivialidades sem sentido. Hedonismo, que é o “vivendo corajosamente” de nossos dias.
- Mas é bom lembrar que um dia prestaremos contas, e o Senhor poderá dizer: “Você não me amou”.
- Deus reage ao pecado com rigor, pois é Santo e Justo. Reconhecer o pecado em nossa vida, fará com que ajustemo-nos aos valores e à vontade de Deus e a prestar contas à Ele!
Ø  Mas estamos dispostos?
  
3. A ESSÊNCIA DE TUDO
- Jesus é a essência de tudo.
- Paulo deixou isso muito claro em Colossenses 1:15-17
- As crises de nossa vida acontecem quando Cristo não é o centro dela. Então tudo sai do eixo.
Ø  Jesus é a essência de uma vida não desperdiçada.
- Respondeu Jesus: “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” – João 8:58
- Outra vez o sumo-sacerdote lhe perguntou: “Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?”    “Sou”, disse Jesus. “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu.” – Marcos 14:61-62 
- João, inspirado por Deus, revelou que antes de tudo existir, Deus, a essência de tudo, já existia. Antes da matéria, e dos neurônios, e dos átomos, e dos hormônios, enfim, antes de tudo e de todas as coisas, existia uma mente brilhante – Deus! – João 1:1-3
- Se Cristo é a Essência de tudo o que há, e a Realidade Suprema por trás de toda existência, inclusive da minha e da sua, surgem grandes questões que precisarão de respostas:
·       Por que existimos?
- Se existe essa essência que é Deus em Cristo
- Se existe esse valor absoluto que é a Palavra de Deus 
Como devemos viver então para não desperdiçar a vida?


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